terça-feira, 25 de outubro de 2022

OPERAÇÃO CONTRA GARIMPO ILEGAL CUMPRE MANDADOS E APREENDE OURO E DINHEIRO EM ALTAMIRA

A prisão foi feita em flagrante durante a Operação Teia Dourada, contra o garimpo ilegal em terras indígenas

A Polícia Federal prendeu uma pessoa com quase 1,5 quilo de ouro ilegal em Altamira, no Pará, na manhã desta terça-feira (25). A prisão foi feita em flagrante durante a Operação Teia Dourada, contra o garimpo ilegal em terras indígenas. Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão com o objetivo de reprimir os crimes de extração e venda ilegal de ouro e lavagem de capitais.

Foto: Polícia Federal/Divulgação

A investigação apura suspeita de que pessoas ligadas a garimpeiros teriam repassado mais de R$ 35 milhões em ouro para negociadores em Altamira, revendidos a joalherias de vários estados brasileiros. A Operação Teia Dourada faz parte do programa Guardiões do Bioma, coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, que visa reprimir os crimes contra o meio ambiente.

Os alvos eram pessoas suspeitas de agir de maneira ilegal nas reservas indígenas Pakissamba, Curuaia e Araras. Um dos alvos de mandado estava com 1.455,62 gramas em ouro e R$ 17.940,00, dinheiro que também foi apreendido. Esta pessoa seria uma das responsáveis por vender ouro ilegal dos garimpos.

De acordo com a Polícia Federal, há indícios de lavagem de dinheiro, "uma vez que o lucro com o comércio ilegal era ocultado para disfarçar sua origem ilícita". De 2020 a 2022, os investigados teriam movimentado mais de R$ 35 milhões no comércio de ouro entre os garimpos e os revendedores.

Os crimes de extração ilegal de recursos minerais degradam o meio ambiente, especialmente com a utilização de metais pesados, como o mercúrio, que contaminam a água e os peixes. Também afetam costumes e modo de viver dos indígenas que moram próximo a esses locais de exploração, o que em muitas vezes gera conflito com garimpeiros.

Na Operação Teia Dourada são investigados os crimes de execução de pesquisa, lavra ou extração de recursos minerais sem a competente autorização, usurpação de bens da União e lavagem de dinheiro. As penas somadas podem chegar a dezesseis anos de prisão.

Fonte:G1 Pará 

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